Mais bets, menos supermercado
Enquanto o governo comemora bilhões arrecadados com apostas, o dinheiro que devia comprar arroz, feijão e leite está indo parar nas casas de aposta — e duas grandes redes de supermercado já quebraram no caminho.
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Enquanto o governo comemora bilhões arrecadados com apostas, o dinheiro que devia comprar arroz, feijão e leite está indo parar nas casas de aposta — e duas grandes redes de supermercado já quebraram no caminho.
Artigo critica a cultura da ostentação promovida por influenciadores e celebridades, relacionando redes sociais, apostas online e o aumento do endividamento no Brasil.
O Amazonas é, proporcionalmente, o estado mais endividado do Brasil: 52,30% da população adulta está negativada, segundo a Serasa. E ele não está sozinho — quando se olha para a proporção de inadimplentes, é a Região Norte que domina o ranking nacional.
O retrato da inadimplência mudou: 41,75% dos negativados têm dívidas de até R$ 1.000, segundo CNDL e SPC Brasil. Mais da metade dos brasileiros entre 30 e 39 anos está com o nome sujo — e o problema, na maioria das vezes, é uma conta que parecia administrável.
Com 38% dos endividados apontando desemprego como causa e contas básicas como destino do crédito, a nova pesquisa da Serasa desmonta o mito do consumidor impulsivo e mostra que, no Brasil, dívida virou ferramenta de sobrevivência — não de consumo.
Pesquisa da Serasa mostra que 49% dos endividados com bancos concentram múltiplas dívidas em uma mesma instituição — entenda como o cartão, o cheque especial e o empréstimo pessoal formam uma armadilha dentro do próprio banco e o que fazer para sair dela.
O Desenrola 2.0 oferece alívio temporário para dívidas, mas ignora a causa estrutural do endividamento: comportamento financeiro e uso do crédito.
Uma ferramenta que poderia salvar milhões de famílias passou despercebida pelos grandes veículos. A explicação não está na falta de relevância — está em quem paga as contas da TV brasileira.
Pacote de estímulos acima de R$ 700 bilhões em 2026 pode impulsionar a economia agora, mas aumenta a dívida pública e levanta alertas sobre a qualidade do endividamento do Estado.