No mundo dos algoritmos direcionados, nadam de braçada os influenciadores ostentação no Brasil. Esta febre é marcada pelo exagero de quem a propaga, bem como pelo estilo de vida que levam.
Segundo reportagem da, durante a prisão preventiva de na terça-feira, dia 21 de maio, foram apreendidos durante a operação 17 veículos de luxo avaliados em mais de R$ 8 milhões.
Independente do motivo da prisão, o que chama a atenção é que esta pessoa desfilava até então suas futilidades para mais de 21 milhões de seguidores. O cardápio “cultural” contemplava desde ostentação pessoal, viagens internacionais, moda, desabafos sobre relacionamentos até divulgações de apostas on-line.
Na minha opinião, nada de relevante para tanto interesse popular.
Por outro lado, ela não está sozinha neste universo. Segundo uma pesquisa rápida no Google, no Brasil, os 20 maiores influenciadores impactam com suas publicações diárias mais de 200 milhões de brasileiros. Só tem mais de 233 milhões de seguidores no Instagram — ele ocupa a 18ª posição no mundo.
Trazendo um contexto histórico deste fenômeno, o termo não é fruto da sociedade digital. Consultando o site, o termo influencer é utilizado desde o século 14. usou o termo em suas peças, mas sempre com um sentido negativo para o contexto (eu acho que ele estava certo...).
Seguindo a visão de Shakespeare, no meu humilde entendimento, “influenciador” deveria ser aquela pessoa que produz um bom exemplo digno de ser seguido e até imitado. Muito diferente do que temos visto atualmente.
Talvez minha concepção antiquada esteja superada em muito pelos ventos da ignorância presentes nas redes sociais. É quase uma epidemia para a qual infelizmente não temos uma vacina.
Esta avalanche de publicações cheias de brilho, mas sem conteúdo, são frutos de uma construção artificial da realidade. Na utopia individual, as pessoas sonham com um sucesso inalcançável. No delírio coletivo, parece que ninguém tem contas para pagar. Parece que os relacionamentos são perfeitos e que o sucesso está a um “click”.
Voltando especificamente aos milhões de seguidores brasileiros do Neymar, nem parece que quase 80% destes estão endividados.
Então quando,, e outros associam sua persona às BETS, eles estão prestando um desserviço à sociedade.
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Neste contexto do hiperfoco do sucesso fácil, apenas alguns poucos são beneficiados por um esquema que muito se assemelha a uma pirâmide financeira. Não se trata de acusar ninguém, mas de alertar a todos.
O próprio, este que tem saturado o noticiário com amplo espectro de escândalos, parece que usou influenciadores para realizar campanhas defendendo o banco em suas redes. Se este fato propagado pelas mídias é verdade ou não, o estrago já está feito na cabeça das pessoas.
No final das contas, as pessoas estão perdendo tempo correndo atrás do vento, como já dizia.
Se você realmente quer fazer sua vida financeira progredir, saia das redes sociais hoje. O problema sempre foi acreditar que a grama do vizinho é mais verde. A diferença é que hoje a grama é digital.
Pense nisto.
Estamos vivendo tempos difíceis, mas Jesus disse para buscá-lo, pois os sobrecarregados serão aliviados (Mt 11:28-30).