Pacotes de estímulo à economia sempre são bem-vindos em qualquer lugar do mundo. Em especial no Brasil, um país marcado por problemas relacionados à distribuição de renda, programas governamentais de estímulos trazem alívio a muitas esferas da sociedade.
Em reportagem do dia 06 de abril deste ano, o jornal Folha de São Paulo trouxe um panorama interessante sobre este tema. O que mais chama atenção, além dos valores, é que o pacote atual de incentivos deve produzir efeitos colaterais indesejáveis já em 2027.
Dívida pública em alta
A previsão é que em 2027 a relação do PIB com dívida pública suba dos atuais 79,2% para mais de 83%. De certa forma, a dívida pública, quando bem planejada, promove o bem-estar da nação. Porém, observando melhor os dados, a percepção é de que a qualidade do endividamento estatal piorou — assim como o das famílias brasileiras.
Ou seja, tanto as famílias quanto o Estado estão usando mal as opções de crédito e financiamento, gerando um perfil de endividamento preocupante.
O paralelo com as famílias brasileiras
Nas famílias, o endividamento significa baixa poupança e baixo investimento. No Estado é exatamente igual — apenas em proporções muito maiores, que afetam todas as famílias.
Nesse ponto, surge uma relação direta com a educação financeira. Não são apenas as famílias que precisam trabalhar melhor esse assunto. Reservadas as proporções, tudo converge para práticas fundamentais de gestão financeira:
- gastar de forma planejada e consciente
- saber fazer cortes necessários e temporários
- equilibrar as finanças antes de expandir
- planejar grandes decisões com antecedência
Mesmo assim, ano após ano, tanto o Estado quanto as famílias se endividam cada vez mais.
O exemplo de José: gestão nos tempos difíceis
Apesar das coisas parecerem fora de controle, muitas decisões ainda dependem exclusivamente de cada um. A comparação com a história de José no Egito ilustra isso. Sua liderança não ficou marcada apenas pelas “vacas gordas”, mas principalmente pela gestão durante as “vacas magras”.
Isso reforça uma ideia simples:
a sua casa depende do seu governo.
Mais do que apontar problemas macroeconômicos, a mudança começa individualmente.
“Aquele que começou a boa obra vai terminar” (Filipenses 1:16).