Mais bets, menos supermercado
Enquanto o governo comemora bilhões arrecadados com apostas, o dinheiro que devia comprar arroz, feijão e leite está indo parar nas casas de aposta — e duas grandes redes de supermercado já quebraram no caminho.
Autor
Leia as publicações de Jhonatan Simões no News Finidesk.
Publicações
Enquanto o governo comemora bilhões arrecadados com apostas, o dinheiro que devia comprar arroz, feijão e leite está indo parar nas casas de aposta — e duas grandes redes de supermercado já quebraram no caminho.
Pesquisa mostra que 63% dos endividados esperam que o governo resolva suas contas, mas a Finidesk lembra: a dívida é sua e a solução começa pela organização do seu próprio orçamento.
O Tocantins registra a maior taxa de inadimplência de crédito do país, segundo o Banco Central: 8,2%. No outro extremo, Santa Catarina tem o menor índice, 3,9%. O mapa do calote no Brasil revela um país de realidades econômicas muito distintas.
O Amazonas é, proporcionalmente, o estado mais endividado do Brasil: 52,30% da população adulta está negativada, segundo a Serasa. E ele não está sozinho — quando se olha para a proporção de inadimplentes, é a Região Norte que domina o ranking nacional.
O retrato da inadimplência mudou: 41,75% dos negativados têm dívidas de até R$ 1.000, segundo CNDL e SPC Brasil. Mais da metade dos brasileiros entre 30 e 39 anos está com o nome sujo — e o problema, na maioria das vezes, é uma conta que parecia administrável.
Com 38% dos endividados apontando desemprego como causa e contas básicas como destino do crédito, a nova pesquisa da Serasa desmonta o mito do consumidor impulsivo e mostra que, no Brasil, dívida virou ferramenta de sobrevivência — não de consumo.
Pesquisa da Serasa mostra que 49% dos endividados com bancos concentram múltiplas dívidas em uma mesma instituição — entenda como o cartão, o cheque especial e o empréstimo pessoal formam uma armadilha dentro do próprio banco e o que fazer para sair dela.
Levantamento da Serasa mostra que, embora a maioria já tenha ajudado um amigo financeiramente, a prática frequentemente termina em frustração, afastamento e até nome sujo
Uma ferramenta que poderia salvar milhões de famílias passou despercebida pelos grandes veículos. A explicação não está na falta de relevância — está em quem paga as contas da TV brasileira.