Em meados de 2025, o jornal Estadão publicou uma reportagem com base em uma pesquisa da Forbes mostrando que a Geração Z americana passou a definir “sucesso financeiro” a partir de dois marcos principais:

  1. salário anual próximo de US$ 600 mil (cerca de R$ 3 milhões)
  2. patrimônio líquido acima de US$ 9 milhões (cerca de R$ 45 milhões)

Além dos números elevados, há um agravante: a expectativa de alcançar tudo isso rapidamente.


São parâmetros que distorcem a realidade de qualquer mercado — inclusive o americano — e ajudam a explicar a frustração crescente entre os jovens. Parte dessa construção vem das redes sociais, que frequentemente vendem atalhos e resultados fora do tempo.


Não há nada de errado em progredir financeiramente. Pelo contrário. A própria Bíblia incentiva o desenvolvimento e a multiplicação de recursos, como na parábola dos talentos (Mateus 25:14-30).

O problema começa quando essa busca sai do controle.

Quando o dinheiro deixa de ser meio e vira fim

Esse cenário remete a uma reflexão trazida pelo pastor Ed René Kivitz, ao abordar a relação do ser humano com o dinheiro.

A mensagem central é direta:

as coisas mais importantes da vida não podem ser compradas.

E, mais do que isso, existe uma diferença profunda entre ser rico e ser próspero.

1. O custo real do padrão de vida

Kivitz ilustra com o caso de um homem que vive distante da família para sustentar um alto padrão de vida, enquanto sua esposa prioriza conforto material acima da presença dele.

A síntese dessa realidade é dura:

“Sua vida custa dinheiro, mas, se você não prestar atenção, o dinheiro vai custar a sua vida.”

2. Dinheiro: senhor ou ferramenta?

O problema não é o dinheiro em si, mas a posição que ele ocupa.

Quando o dinheiro vira senhor, ele passa a definir prioridades, relações e decisões.

Quando é tratado como ferramenta, ele serve à vida — e não o contrário.

A diferença está no controle.

3. Rico vs. próspero

Existe uma distinção clara:

Rico (no sentido de avareza): serve ao dinheiro

Próspero: mantém autonomia sobre ele

A própria Bíblia reforça essa ideia ao mostrar a dificuldade de quem coloca a riqueza acima de tudo, como na metáfora do camelo e do fundo da agulha.