O PIX consolidou-se como o protagonista absoluto do mercado, sendo utilizado por 80% dos consumidores como principal meio de pagamento no dia a dia. Sua ascensão é marcada por um crescimento expressivo em todos os canais de consumo. Ou seja, o PIX parcelado surge naturalmente como uma ferramenta financeira acessível à todas as classes sociais. Pessoas anteriormente marginalizadas agora dispõe de um modelo simplificado de acesso rápido ao dinheiro.

Esta democratização do parcelamento das compras ampliou a capacidade de consumo das pessoas. Para os vendedores as vantagens são inúmeras, em especial, porque recebem à vista sem intermediações de grandes corporações internacionais.

Aparentemente parece uma excelente alternativa. Certo? A pergunta que eu faço é: será que devo considerar então esta alternativa?


Para facilitar a reflexão, fiz um pequeno resumo de como funciona a modalidade:

O PIX parcelado funciona como um empréstimo ou uso do limite do cartão, com taxas de juros que podem chegar a 15% ao mês, dependendo das condições do seu banco

O PIX parcelado é contratado sem burocracia, com a possibilidade de parcelar em diversas vezes (ex: até 72x em algumas instituições), com débito automático da parcela na sua conta corrente

Resumindo, o PIX parcelado é uma operação de crédito (um empréstimo) com excelentes garantias para o banco que te emprestou o dinheiro.

Como você autorizou o banco a descontar a parcela da sua conta, se no dia do vencimento você não tiver saldo, ele vai te cobrar as taxas e impostos pela utilização do limite para cobrir o compromisso. Ou seja, a “banca”, opa desculpe, o banco nunca perde.

Inclusive esta modalidade de crédito pode apresentar juros superior ao do crédito rotativo, configurando desta forma uma péssima opção para quase 80% das famílias brasileiras já endividadas.

Olhando no contexto geral, de verdade não interessa se o gasto é no crédito ou no PIX parcelado. O resultado já é conhecido: crescer o padrão de vida e consumo com base no endividamento vai levar a sua família ao caos financeiro, independente da modalidade escolhida.

Pense nisso

O melhor antídoto neste mundo de velhas armadilhas é viver de um modo mais compatível com a minha renda.

Voltamos à questão central de Filipenses 4:11-13.