Frente as reações descabidas do governo americano em taxar a economia brasileira, muito provavelmente o PIX ocupa o cerne desta questão. Oficialmente o PIX foi lançado pelo Banco Central em 16 de novembro de 2020. Na verdade, esta transação começou a ser estudada em 2016 pelo BC, a partir de uma tendência mundial em digitalizar o sistema financeiro. Além dos aspectos técnicos, especialistas apontam que o sistema PIX se tornou uma ferramenta de cunho social.

Na prática, o Pix promoveu a inclusão social ao democratizar o acesso a serviços financeiros, permitindo que trabalhadores informais, microempreendedores e populações desbancarizadas realizem transações gratuitas e instantâneas. Essa infraestrutura reduziu a dependência de dinheiro em espécie e facilitou a integração de mais de 70 milhões de brasileiros à economia formal (*).

Mas por que o PIX incomoda tanto a maior potência do mundo?

Simples! O PIX é uma opção muito melhor em relação aos tradicionais modelos monopolizados por empresas americanas. Operacionalmente, o PIX permite a transferência direta entre pessoas sem a necessidade de uma agente financeiro privado no meio da transação. O SPI (Sistema de Pagamentos Instantâneo) do BC coordena o fluxo entre as instituições envolvidas em apenas 10 segundos.

O fato de o BC ser o agente moderador desta transação, é a garantia de que este serviço não sofrerá no futuro pressões de instituições financeiras privadas. E é justamente isto que incomoda.

Vale lembrar que o PIX tem antecessores ilustres. Um exemplo é o TED (Transferência Eletrônica Disponível), que funciona muito bem, mas que opera com uma taxa bancária que fica geralmente entre R$ 10,00 e R$ 15,00 quando feito pela internet (dependendo do seu pacote de serviços ou conta pode ser gratuito). Ou seja, sempre há custos que oneram os correntistas sejam pela taxa da transação ou pacotes de serviços da conta.

A implantação do PIX modificou tudo isto!

Voltando ao cerne da questão, a democratização deste sistema tirou das mãos dos bancos e das operadoras de cartões, o controle sobre um serviço financeiro muito rentável. Só para se ter uma ideia, em 2025 o Pix movimentou em média, cerca de R$ 96 bilhões a R$ 100 bilhões por dia. Esse valor pode ainda variar bastante dependendo do dia da semana, chegando a superar R$ 179 bilhões em datas de pico, como na época de pagamento de 13º salário e Black Friday (***).

Não é de se admirar que empresas como Visa e Mastercard, que cobram taxas sobre transações que variam entre 1,0% e 1,4% no débito e entre 2,5% e 3,5% no crédito à vista; estejam pressionando para que o lobby seja mantido. O monopólio destas gigantes comprometeram as nossas possibilidades de escolhas durante anos.

Neste contexto, o professor do Instituto de Economia da Unicamp Pedro Paulo Zahluth Bastos, avalia que a ação do governo Trump busca usar o “caso PIX” como exemplo para que outros países não busquem criar mecanismos que prejudiquem empresas dos EUA (**).

Muito imperialista para a meu gosto.

Não podemos esquecer que, o Brasil como nação independente há mais de 200 anos, pode e deve criar tecnologias para privilegiar seus cidadãos. No final das contas, toda esta ingerência estrangeira está preocupada só com uma coisa: atender aos interesses privados de poucos em detrimento do coletivo nacional. Isto é inadmissível.

Pense nisso

Sem demagogia, o PIX é um patrimônio do Brasil, seja pela tecnologia desenvolvida ou pelo impacto social gerado. Como nação precisamos nos posicionar.

Comece orando!

Como Paulo nos orientou em 1 Timóteo 2:1-2, precisamos orar pelos nossos governantes, para que tenhamos uma vida tranquila, pacífica e com dignidade.

Para mais informações sobre o sistema PIX