O que eu tenho a ver com isto?
Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), janeiro de 2026 fechou com nova alta consecutiva no índice de endividamento. Pelo levantamento, famílias com renda até 3 salários-mínimos o índice de endividamento é de 82,5%. Já nas com renda superior a 10 salários mínimos o índice é de 68,3%.
O que mais assusta no levantamento feito pelo CNC é que, de um modo geral, as famílias estão se endividando principalmente no cartão de crédito, cheque especial, crédito consignado e empréstimo pessoal.
Em relação ao cartão de crédito, que representa a maior parcela do montante, a SERASA aponta que aproximadamente 90% dos gastos são oriundos de compras on-line e delivery de comida. Ou seja, consumo fundamentado apenas na realização imediata, suportado muitas vezes por um padrão de vida incompatível ou desajustado com a realidade.
A grande questão é que muitas vezes o desejo implícito de impressionar os outros com consumo visível está se tornando um caminho rápido para a "falência" financeira das famílias brasileiras.
Outro aspecto do endividamento é que ele limita as alternativas de vida. Provérbios 22:7 nos diz que "... quem pede emprestado se torna escravo de quem empresta". A dívida cria uma escravidão invisível e sofisticada na forma de parcelas que te prendem por algum tempo. Por isso escolher o tipo de dívida e sua duração é fundamental à sua saúde financeira.
Como recomendação prática, para uma dívida "valer a pena" ela precisa estar dentro de um plano familiar, orientada a um propósito de vida e não apenas a um desejo momentâneo. Pensando desta forma será mais fácil estabelecer um limite pessoal conservador em relação ao endividamento.
Isso permitirá que você crie também uma margem de segurança para os imprevistos da vida, mas também desfrutar dos resultados com mais consciência.
Neste contexto Jeremias 17:9 fala que "enganoso é o coração do homem mais que todas as coisas".
Pense nisto. Aprenda a diferenciar as despesas necessárias da sua lista de desejos.
Viver abaixo das suas possibilidades hoje financia sua liberdade amanhã.