Escutando recentemente sobre o caso do Banco Master, um sentimento recorrente me sobreveio. Por que as pessoas são tão insaciáveis? O que torna o desejo por ter mais tão incontrolável? São perguntas com respostas simples e complexas simultaneamente.

Comprar coisas na sua essência não representa problema aparente nenhum. Na verdade, bonificar nosso esforço e dedicação é algo muito importante. O grande problema é quando perdemos o domínio sobre os limites e a repetibilidade destas bonificações.

Considerando a cultura do imediatismo, fica cada vez mais difícil esperar. Sabe aquela ideia de acumular dentro de um planejamento para realizar depois? Não existe mais. O que impera é um sentimento de que eu preciso realizar hoje, mesmo que isto impacte o meu amanhã.

Além da questão do tempo, sempre elevamos nosso nível expectativa em relação ao que realmente merecemos. Me refiro a criar um sistema de privilégios que extrapolam nossa capacidade financeira.

Em toda essa história do Master, gostaria de destacar um ponto em especial à nossa reflexão. Desconsiderando os aspectos da corrupção, o que chamou mais a minha atenção foi o valor da fatura do cartão de crédito do principal investigado. Um importante portal de notícias disse que em 2025 a fatura mensal nunca foi abaixo de R$ 1 milhão, chegando no ápice de R$ 2,4 milhões em um determinado mês. A exorbitância e a características dos gastos chamou a atenção até dos investigadores que trabalham no caso.

Trazendo a reflexão para uma realidade menos distorcida, podemos utilizar o mesmo racional para constatar que a insatisfação afeta todas as classes sociais. Não saber definir o suficiente cria um estado de constante desconforto em nossas vidas.

Na prática a insatisfação é um péssimo companheiro, porque mesmo que a nossa renda aumente, rapidamente mudamos o padrão de vida com novas expectativas. Por que isto acontece? Simples! Porque você sempre se compara com quem está acima, a meta será sempre móvel e você nunca se sentirá satisfeito.

Por isso o grande desafio em nossos dias é entender o que é suficiente financeiramente para vivermos. Não estou querendo que você faça um voto de pobreza. Muito menos que você se torne um avarento. Estou querendo te ajudar a trabalhar o seu nível de contentamento.

Pense nisso. O contentamento é uma habilidade que se desenvolve. Como ensinado em Filipenses 4:11-13, pois é possível aprender a viver tanto na fartura quanto na necessidade.