Desde 2006, o INSS faz recálculos periódicos com base na longevidade da população brasileira para estabelecer as novas regras de aposentadoria.
Em 2024, a expectativa de vida média no Brasil foi estimada em cerca de 76,6 anos pelo IBGE, sendo de 73,3 anos para os homens e 79,9 anos para as mulheres (*). Na ocasião, projeções demográficas apontavam que o indicador continuaria sua trajetória de alta, podendo atingir a média de 77,3 anos nos próximos anos.
Ou seja, a longevidade da população brasileira aumentou bastante nas últimas décadas. Quem nasceu por exemplo em 1940 vivia, em média, 45,5 anos. Considerando os números recentes, isto representou um aumento na expectativa de 31,1 anos entre 1940 e 2024.
Por outro lado, esta questão da longevidade não é exclusividade do Brasil. Até na África, onde existem muitos problemas estruturais, houve um aumento na expectativa de vida. De certa forma, apesar dos problemas mundiais (ex.: pandemia COVID), as pessoas estão vivendo mais em função do progresso da medicina, saneamento básico e condições sociais.
A grande questão é que, em especial no Brasil, a população envelhece de forma heterogênea. Apesar dos avanços em algumas políticas públicas, a grande massa da população vai chegar aos 70 anos de forma precária. Não são poucas as projeções que indicam uma população idosa, aposentada e dependente de apoio do Estado e de familiares.
O jornal Gazeta do Povo publicou reportagem em 2025(**), abordando um aspecto central deste despreparo: a baixa capacidade de poupança das pessoas. A reportagem também revelou que, 82% das pessoas entrevistadas, ainda não tinham começado uma poupança para a velhice.
Enquanto nações ricas possuem sistemas consolidados de capitalização, países emergentes enfrentam o desafio de envelhecer antes de se tornarem ricos. Esta transição demográfica coloca o Brasil em uma posição mundial muito desfavorável, onde o número de idosos já superar a de jovens, em um cenário econômico de renda baixa. Parece a tempestade perfeita.
Dentro daquilo que temos comentado em várias publicações anteriores, a situação ela só se agrava se você permitir. Envelhecer faz parte da vida. É orgânico. Escolher como envelhecer é uma questão individual. Não podemos simplesmente fechar os olhos e acreditar que tudo vai se resolver no futuro.
Vale ressaltar que a terceira idade é caracteriza pela baixa geração de renda e altos gastos. Por isso a juventude deveria ser pautada pela semeadura ampla, para que em tempo oportuno, parte da colheita seja desfrutada (lembrando que toda colheita tem perdas).
Neste ponto, voltamos novamente a questão da imprevisibilidade da vida. Segundo o portal de Bem Paraná (***), entre 2016 e 2026, o número de pessoas 60+ no mercado de trabalho saltou 53%. No mesmo período, o tamanho desta população cresceu 37%.
Ou seja, as despesas oriundas da imprevisibilidade, praticamente obrigaram esta faixa etária a voltar para o mercado de trabalho. A pesquisa ainda revela que 1 em cada 4 pessoa 60+ estava ocupada em 2025, sendo a maior parte em trabalhos informais e com baixa remuneração.
Pense nisto.
Salmos 92:14 nos diz que na velhice ainda daremos frutos. Então trabalhar na terceira idade é um privilégio, desde que não se torne uma obrigação pela falta de planejamento.
Considerando todo este cenário, o que você vai fazer?
Calculadora de aposentadoria
Conheça nossa calculadora de aposentadoria e saiba com quantos anos você vai se aposentar: